Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore
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Breve história

A história dos festivais de música no Rio Grande do Sul pode ser contada a partir de dezembro de 1971, quando aconteceu a primeira edição da Califórnia da Canção Nativa, em Uruguaiana. Pioneiro e inovador, esse festival estimulou artistas e produtores e desencadeou a realização de outros eventos semelhantes. No ano seguinte, surgiu a Ciranda Musical Teuto-rio-grandense, de Taquara; em 1975, a Vindima da Canção Popular de Flores da Cunha. Dez anos depois já havia surgido onze festivais de música no Estado, mas seis deles não se repetiram.

Na década de 80, um movimento cultural promoveu a renovação estética, musical e poética da canção regionalista do Estado. Essa tendência, denominada nativista, desencadeou mudanças profundas nos costumes, revitalizou hábitos e passou a contar com a participação maciça da juventude, que, por sua vez, impulsionou a música feita no Rio Grande do Sul.

O movimento dos festivais nativistas não apenas revitalizou, mas multiplicou o repertório do regionalismo com uma série de canções que hoje já são consideradas clássicos do cancioneiro gaúcho. Provocou o surgimento de programas de rádio e televisão com enfoque regionalista e o surgimento de jornais e revistas especializados nesse setor.

O mercado de trabalho se expandiu de maneira nunca vista na história da música regional, seja em número de gravações de discos, seja em espaço de shows que revelaram e consolidaram o prestígio de músicos, compositores e intérpretes.

Além do desenvolvimento da economia da cultura que proporcionou a sustentabilidade financeira a vários segmentos da sociedade, os festivais mobilizaram comunidades no interior do Estado. As disputas musicais tornaram-se eventos importantes para muitos municípios, que passaram a aguardar a realização de seus festivais para ouvir as musicas concorrentes e assistir os shows  apresentados. O interesse do público também   estimulou a criação de novas mostras competitivas

O Rio Grande do Sul tem uma trajetória de quarenta anos de festivais, os quais certamente representam um ciclo na história musical do Estado. Durante esse período, a Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF) manteve uma relação orgânica com os festivais de música realizados, assim como com os músicos, compositores e intérpretes. Hoje, o Estado conta com cerca de 40 festivais de música ativos.


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