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Os principais grupos povoadores do Rio Grande do Sul

Os principais grupos povoadores do Rio Grande do Sul

Sabemos que o Rio Grande do Sul tem uma formação étnica e cultural heterogênea. Para entendermos as histórias que compõem as identidades dos gaúchos é preciso conhecer um pouco sobre seus grupos constituintes. Neste contexto, mostramos alguns  grupos indígenas, que foram também os primeiros povoadores do território. E como são culturalmente distintos, vamos tentar destacar alguns traços culturais de: guaranis (mbyá-guarani), pampeanos e jês ou kaingangs.

Sobre os guaranis destacamos alguns textos que julgamos importantes para compreensão dessa temática e colocamos em anexos:

O livroColetivos Guarani no Rio Grande do Sul, da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul nos mostra um panorama dos coletivos guaranis atualmente no estado. Disponível também no site: www.al.rs.gov.br (Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul).

O artigoDesterritorialização e reterritorialização: a compreensão do território e da mobilidade mbyá-guarani através das fontes  históricas”, de Ivori J. Garlet e Valéria S. de Assis, analisa as fontes históricas sobre os contatos dos mbyá-guarani, com ênfase nas características básicas do território original e os impactos do contato. Analisa, também, a mobilidade espacial e os processos de desterritorialização e reterritorialização que permitem a compreensão de sua concepção de territorialidade atualmente. Disponível também no site: www.periodicos.ufgd.edu.br/index.php/FRONTEIRAS/article/view/447 (Fronteiras – Revista de História – Sistema Eletrônico de Revista – Universidade Federal da Grande Dourados).

Sobre os pampeanos destacam-se os seguintes textos: No texto Descendência charrua na Pampa Ameríndia: memória coletiva e pertencimento étnico, Rogério Reus Gonçalves da Rosa e Rojane Brun Nunes destacam a memória coletiva nas reconstruções identitárias e nos pertencimentos étnicos engendrados pelos grupos e indivíduos, apesar das rupturas espaço-temporais desencadeadas em suas trajetórias sociais. Os autores fazem uma revisão teórica de dados etno-históricos e analisam as narrativas de descendentes dos índios charruas considerados extintos desde o massacre de Salsipuedes (1831) e problematizam a categoria extinção. Disponível também no site: http://187.52.32.104:8084/cdr/docs/palestras/Rogerio%20Reus%20Goncalves%20da%20Rosa.pdf

O texto El destino de los indígenas del Uruguai, do pesquisador Fernando Klein, pretende fazer uma reconstrução da história indígena a partir de uma revisão de documentos históricos e restos arqueológicos disponíveis. O trabalho tem ênfase nos índios charruas que ocuparam o Uruguai. O texto está disponível no site: www.ucm.es/info/nomadas/15/fernandoklein.pdf (Universidade Del Trabajo Del Uruguai. Nómadas – Revista Criticas de Ciências Sociales y Juridicas).

Publicações gerais sobre a temática indígena:

O artigo “No fio da navalha: Raça, genética e identidade” publicado na Revista da USP, de Maria Cátira Bortolini, Ricardo Ventura Santos e Marcos Chor Maio faz uma reflexão acerca da aplicação da tecnologia do DNA e as suas relações com a produção de identidades. Disponível também no site: www.usp.br/revistausp (Revista trimestral da Superintendência de Comunicação Social da USP – REVISTAUSP). O Livro “RS:índio:cartografias sobre a produção do conhecimento”, organizado por Gilberto Ferreira da Silva, Rejane Penna e Luis Carlos da Cunha Carneiro, mostra um apanhado de pesquisas sobre a temática indígena no Rio Grande do Sul e o recorte temporal é o tempo presente. Disponível também no site: www.pucrs.br/edipucrs/ahrs (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

Artigos e livros sobre os kaingangs:

Sérgio Baptista da Silva no artigo “Dualismo e cosmologia kaingang: o xamã e o domínio da floresta”, publicado na Revista Horizontes Antropológicos, enfoca as interpenetrações entre os diferentes domínios do cosmos kaingang, discutindo, o papel do sistema xamânico como mediador entre esses domínios. Além disso, tenta compreender  o conceito de “natureza” dentro das concepções kaingags. Disponível também no site: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-71832002000200009&script=sci_arttext  Na tese Fronteiras geográficas, étnicas e culturais envolvendo os Kaingangs e suas lideranças no Sul do Brasil (1889-1930)” Luis  Fernando da Silva Laroque faz um estudo sobre a história kaingang no  Sul do Brasil e as suas relações com os mecanismos efetivados pela Frente Pioneira. Enfoca os kaingangs e as suas lideranças como sujeitos atuantes da história. Disponível também no site: www.anchietano.unisinos.br

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